
Relações no Resguardo: É Possível Engravidar ? Guia Completo e Seguro
O resguardo (também conhecido como puerpério) é o período que começa logo após o nascimento do bebê e, em geral, pode durar cerca de 45 a 60 dias enquanto o corpo da mulher retorna ao seu estado pré-gestacional.
Durante essa fase acontece uma verdadeira transformação física e hormonal no corpo materno, e muitas dúvidas surgem — especialmente sobre sexo, retorno à intimidade e risco de uma nova gravidez. Vamos explicar tudo com clareza, sem tabus e com base em informações médicas confiáveis.
1. O que é o resguardo (puerpério)?
O resguardo é o período de recuperação após o parto, no qual o organismo da mulher está se ajustando às mudanças ocorridas durante a gestação. Nesses primeiros dias, o útero está involuindo, o colo uterino ainda está em cicatrização e as secreções vaginais (lóquios) continuam presentes.
Esse tempo é fundamental para que o corpo se estabilize antes de retomar atividades físicas intensas ou a vida sexual.
2. Quando é seguro ter relações novamente?
A recomendação médica habitual é que as relações íntimas com penetração sejam evitadas por pelo menos 40 dias após o parto — esse período pode variar de 30 a 60 dias dependendo da recuperação de cada mulher e do tipo de parto.
Por que esse tempo é importante?
- O colo do útero ainda está entreaberto nos primeiros dias, o que aumenta o risco de infecções.
- A área interna do útero e a musculatura pélvica estão se recuperando.
- O sangramento pós-parto pode ainda estar presente.
Esses fatores tornam a relação sexual precoce mais desconfortável e até arriscada.
3. Posso engravidar no resguardo? Sim, é possível.
Apesar de a fertilidade estar reduzida nas primeiras semanas devido a fatores hormonais (especialmente se a mulher estiver amamentando), não existe uma “blindagem” que impeça totalmente uma nova ovulação. Ou seja, mesmo no resguardo, a mulher pode ovular e, consequentemente, engravidar, especialmente se tiver relações sexuais sem proteção.
👉 A prolactina (hormônio relacionado à produção de leite) pode inibir parcialmente a ovulação, mas não garante contracepção eficaz por si só.
4. Existe risco mesmo amamentando?
Sim. Mesmo que a amamentação possa atrasar o retorno da ovulação, não há garantia absoluta de que isso impeça uma nova gravidez. Por isso, se você não está planejando uma gestação logo após o nascimento, converse com seu médico sobre métodos contraceptivos adequados para o período do resguardo.
5. Quando posso voltar a ter relações com segurança?
A recomendação pode variar de acordo com cada caso, mas muitos profissionais de saúde defendem que o retorno seguro das relações com penetração deve ser autorizado por um médico, geralmente após a consulta de revisão entre 30 e 45 dias após o parto.
Alguns fatores que influenciam essa decisão:
- Tipo de parto (normal ou cesárea)
- Presença de lacerações ou episiotomia
- Cicatrização da região pélvica
- Ausência de sangramento ou sinais de infecção
- Conforto físico da mulher
Sempre é essencial ouvir o seu corpo e validar com o obstetra.
6. Dicas para o retorno da intimidade com carinho e sem pressa
Mesmo quando a liberação médica acontecer, o retorno à vida sexual pode exigir paciência e cuidado:
✔ Explore a intimidade sem pressa — beijos, carícias e contato corporal aumentam a conexão emocional.
✔ Use lubrificantes à base de água se sentir ressecamento vaginal.
✔ Comunicação com o parceiro torna a retomada mais leve e respeitosa.
7. O que dizem os médicos?
Especialistas recomendam:
- Descansar adequadamente durante o resguardo.
- Evitar relações íntimas sem autorização médica.
- Consultar o obstetra antes de retomar atividades sexuais.
- Conversar sobre métodos contraceptivos seguros durante o período pós-parto.
O principal foco deve ser respeitar o tempo de recuperação do seu corpo e garantir sua saúde física e emocional após o parto.
8. Conclusão: Pode engravidar no resguardo?
Sim — mesmo que a probabilidade seja menor nos primeiros dias, não é impossível engravidar durante o resguardo, especialmente com relações sexuais desprotegidas antes da liberação médica. O mais seguro é:
✔ esperar a liberação do médico,
✔ usar proteção adequada,
✔ conversar sobre métodos contraceptivos,
✔ respeitar seu corpo e seu tempo de recuperação.
Cuidar de você é tão importante quanto cuidar do seu bebê.



